
O álbum “333”, de Matuê, passou de 1 bilhão de reproduções no Spotify. Lançado em setembro de 2024, o disco levou um ano e dez meses para chegar ao número e transformou o rapper cearense no único nome do rap nacional com dois projetos acima dessa marca na plataforma.
O outro é “Máquina do Tempo”, de 2020, que já tinha entrado para a história como o primeiro álbum de trap brasileiro a passar de 1 bilhão de streams. O que parecia um feito isolado virou padrão.
Um lançamento tratado como evento
Quem acompanhou a chegada de “333” não se surpreende. O lançamento foi um acontecimento no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Milhares de fãs acompanharam uma contagem regressiva de 3 horas e 33 minutos, enquanto Matuê permanecia no alto de uma estrutura de cerca de 15 metros, em silêncio e quase imóvel. O álbum foi liberado às 15h33.
Consistência em escala
A marca diz muito sobre a forma como Matuê constrói carreira. Em vez de depender de um hit isolado, ele trabalha discos inteiros como produto principal e transforma cada lançamento em experiência. É uma estratégia que vai na contramão de uma indústria acostumada a tratar o rap como aposta de curto prazo.
Com dois álbuns no clube do bilhão, Matuê se firma como um dos artistas mais consistentes da música brasileira em números, e não apenas dentro do rap.
