
Quase 30 anos depois do assassinato de Tupac Shakur, a Justiça americana definiu a pena do único condenado pelo crime. Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi sentenciado nesta terça-feira (13) a uma pena de 40 anos à prisão perpétua, em Las Vegas.
Em agosto, um júri considerou Davis culpado de planejar o ataque a tiros que matou o rapper em setembro de 1996, quando Tupac tinha 25 anos. Segundo a promotoria, o ex-líder de uma gangue de Los Angeles ordenou o crime como vingança, depois que o rapper agrediu o sobrinho dele horas antes, num cassino. Nos anos seguintes, Davis teria admitido várias vezes o envolvimento no caso, inclusive em entrevistas e num livro.
“Levamos 30 anos”
Na audiência, a juíza Carli Kierny falou diretamente ao réu, diante de familiares de Tupac. “Você não pode tirar um homem de sua família, tirar sua vida e todo o futuro que ele tinha pela frente e simplesmente seguir em frente”, disse. “Levamos 30 anos, mas agora você vai enfrentar a Justiça pelo que fez em 7 de setembro de 1996.”
Sekyiwa Shakur, irmã do rapper, contou que a perda deixou a família abalada por muito tempo. “Sinto falta do meu irmão”, afirmou.
O fim de um caso histórico
O assassinato de Tupac ficou décadas sem solução e virou um dos mistérios mais conhecidos da história da música. Davis foi preso em 2023, depois que a polícia de Las Vegas reabriu as investigações. Com a sentença, o caso chega ao fim na Justiça, embora a defesa ainda possa recorrer.
