Projota: “Foco, Força e Fé” faz 12 anos de lançamento pela Universal

Lançado pela Universal Music em 2014, o disco teve produção mais acessível e fez Projota ser visto como uma espécie de “desertor”, segundo a Rolling Stone Brasil.

Por Augusto L. ·

Capa do álbum Foco, Força e Fé, de Projota, lançado pela Universal Music em 2014
Reprodução/Spotify

“Foco, Força e Fé”, primeiro álbum de Projota pela Universal Music, completa 12 anos em 4 de novembro de 2026. Foi o disco em que o rapper paulistano passou a ser visto como uma espécie de “desertor”.

Em entrevista à Rolling Stone Brasil, publicada em 6 de julho de 2016, Projota lembrou como começou. Ele gravava em fita cassete o violão e as batidas feitas em caixa de sapato e rimava por cima. Por volta de 2006, passou a rimar em eventos de microfone aberto perto da Galeria Olido, no centro de São Paulo, com bases de clássicos do hip-hop norte-americano tocadas pela banda Central Acústica. Antes do álbum, ele já tinha lançado mixtapes, como “Muita Luz”, de 2013.

O álbum saiu em 4 de novembro de 2014. A lista de faixas inclui “Enquanto Você Dormia”, “Foco, Força e Fé”, “O Homem Que Não Tinha Nada” (com Negra Li), “Elas Gostam Assim”, “Mulher”, “O Astronauta”, “Vozes na Sala de Estar”, “Cobertor” e “Carta aos Meus / Incidental: Tempo Perdido”.

Com o investimento da Universal, a produção passou a soar mais acessível, e Projota foi visto como uma espécie de “desertor”. O disco recebeu certificação de ouro.

Na mesma entrevista, ele disse: “Eu tenho esse apelo mais popular, povão.” Para ele, isso aconteceu “por causa das rádios, da TV”. Projota comparou o próprio caminho ao de Emicida e Criolo, que, na avaliação dele, foram para um lado mais cult. Citou que Emicida fazia som com Caetano Veloso, e ele, com Anitta.

Sobre as críticas, afirmou: “Se eu não tivesse escolhido esse caminho, eu não teria voz.” Disse ainda que também faz música política, mas que as românticas deixam o trabalho mais visado.

O DVD “3Fs”, lançado em 2016, fecha o ciclo de “Foco, Força e Fé” e tem Marcelo D2, Anitta, Rashid e Kamau.

Em 8 de maio de 2019, em entrevista à Folhapress publicada pelo DOL, ele afirmou que as rádios preferiam as faixas românticas às de rap. Contou que só conseguiu emplacar uma música de crítica social, “O Homem Que Não Tinha Nada”, e que não conseguiu fazer “Senhor Presidente” tocar nas rádios.

Em entrevista ao Brasil de Fato, em 24 de junho de 2026, ele falou de “Mulher”. Disse: “Tirei algumas rimas, dei uma preparada nela para funcionar no mainstream.” Segundo Projota, a faixa cresceu depois que Anitta passou a cantá-la nos shows.

Em 3 de novembro de 2026, o álbum estava completo no Spotify, e “O Homem Que Não Tinha Nada”, com Negra Li, tem videoclipe no YouTube.

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Fontes

  1. wikipedia.org
  2. Rolling Stone Brasil
  3. deezer.com
  4. Brasil de Fato
  5. dol.com.br

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Augusto L.

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