
Em março de 2016, uma roda de rima começou a se formar numa praça perto da estação de trem de Barueri, na Grande São Paulo. Não tinha palco, transmissão nem patrocínio. Dez anos depois, a Batalha da Aldeia ocupou o Vale do Anhangabaú, no centro da capital, reuniu 48 MCs de várias regiões do país e registrou 516 mil espectadores simultâneos numa única transmissão.
O especial “BDA 10 Anos: Raízes da Nova Terra” aconteceu em 29 de agosto. Na final, o trio Jotapê, Negrote e Apollo venceu Cesar MC, Barreto e Big Mike por 3 a 2.
Gerações frente a frente
Mais do que o placar, a final simbolizou o encontro entre a memória das batalhas e a fase atual da cena. De um lado, nomes que ajudaram a construir a história da BDA. Do outro, uma formação que representa o momento presente das rodas de rima no Brasil.
Constância como segredo
A Batalha da Aldeia foi idealizada por Bruno Vieira, o Bob 13, com colaboradores que seguraram as primeiras edições. A estrutura era simples, mas uma decisão fez diferença: a frequência semanal. Edição após edição, a roda formou público, revelou MCs e virou referência para batalhas de todo o país.
Hoje, a BDA é um dos maiores nomes do freestyle brasileiro e uma das portas de entrada mais importantes para quem quer começar no rap. Os 516 mil espectadores mostram que a cultura das batalhas virou fenômeno de massa sem perder a origem na rua.
