Xamã conta no Sem Censura como virou Xamã e como gravou Malvadão no deserto de Las Vegas

Na TV Brasil, o cantor falou da professora de português do Brizolão, do apelido Night Wolf e de um clipe gravado em Las Vegas depois de um blefe.

Por Augusto L. ·

Xamã sorri durante a entrevista ao Sem Censura, na TV Brasil
Reprodução/TV Brasil

Xamã foi o convidado de Cissa Guimarães no “Sem Censura”, da TV Brasil, em 21 de outubro de 2026. Ele contou como a professora de português do Brizolão o aproximou da poesia, como Night Wolf virou Xamã e como foi gravar “Malvadão” no deserto de Las Vegas.

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Xamã estudou num Brizolão, nome popular dos CIEPs, as escolas de tempo integral criadas no Rio no governo de Leonel Brizola. Foi a professora de português, com quem ele diz ainda manter contato, que botou a turma para escrever. “A primeira medalha que eu ganhei na vida foi com poesia”, disse, aos 54 minutos. Ele e um amigo de Sepetiba, Yuri Nunes, formavam uma “dupla de pré-rappers”: “Não era rap, né? Era poesia”.

Antes da música, Xamã trabalhava numa loja de roupas e rimava para vender. Quando a parte musical deu certo, saiu de lá: “Larguei a loja toda e fui vender amendoim, bala no trem pra poder ir pras batalhas”, contou, aos 57 minutos. E completou: “Gastei toda a minha rescisão”.

O nome artístico veio de outro. “Primeiro era Night Wolf, né? Que eu gostava do Mortal Kombat”, disse, aos 63 minutos. O problema era a pronúncia: ele não sabia escrever e os outros não sabiam falar, “era Night Wolf, era Volkswagen”. Nightwolf é um guerreiro indígena com poderes de xamã que estreou em Mortal Kombat 3, e como a batalha de rima pede agressividade, Xamã diz que preferiu não fazer “uma parada tipo jogos” e ficou com o que o personagem era: um xamã.

Das batalhas veio também o “malvadão”. Ele contou que encarava o adversário de cara amarrada, “cheio de medo” por dentro, e ganhava.

A história de “Malvadão” no deserto começou em Cancún. Xamã fazia turnê nos Estados Unidos quando veio a pandemia, e na volta teve de ficar em quarentena no México. Lá escreveu o projeto “Acústico Cancún” e pediu a um amigo, estudante de cinema em Los Angeles, câmeras emprestadas para um clipe. “Aí eu blefei: ‘Tenho um super hit aqui’”, disse, rindo: “Mentira, um monte, na verdade”. O amigo respondeu que “aqui é palha” e propôs gravar em Las Vegas: “A gente grava no deserto”.

A música que gravaram lá já tinha um ano e, segundo ele, nunca recebera “tanto valor”. Um ou dois meses depois do lançamento veio a dança no TikTok. “Danço igual um javali”, brincou: “Fui banido do TikTok já”.

O bloco de Xamã vai de 47:48 a 1:19:00 no vídeo da TV Brasil no YouTube.

Fontes

  1. tvbrasil.ebc.com.br
  2. YouTube
  3. en.wikipedia.org
  4. agenciabrasil.ebc.com.br

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Augusto L.

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